A PALAVRA-CHAVE DA INFORMAÇÃO
05-09-2010

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À procura do Natal

Porque celebramos esta época? Desde quando?

  Ano após ano, durante o mês de Dezembro, milhões de casas por todo o mundo ficam decoradas com árvores de Natal, luzes a piscar e ornamentações de todos os tamanhos e feitios. Os centros comerciais enchem-se numa azáfama caótica à procura de prendas para oferecer e o mundo parece parar à volta deles. No entanto, se pararmos para pensar, o que sabemos na realidade sobre esta época festiva? 

 

  

 

 

 

Natal na antiguidade

A chegada do Inverno sempre foi altura para celebrações à volta do mundo.  Séculos antes da chegada do homem chamado Jesus, os primeiros europeus celebravam a luz e o nascimento nos dias escuros do Inverno.  Muitos povos celebravam mais o final da estação, quando o pior do Inverno já tinha passado, felizes por poderem contar com dias melhores e mais longos. 
Na Escandinávia, o Norse celebrava a festa Yule desde o dia 21 de Dezembro, o solstício de Inverno, até ao final de Janeiro.  Em reconhecimento pelo regresso do sol, os pais e os filhos traziam para casa longos troncos de madeira que queimavam na lareira.  As pessoas festejavam à volta da fogueira até esta se extinguir, o que poderia levar um mínimo de doze dias. O Norse acreditava que cada chama que saía da fogueira representava um novo leitão ou um novo cordeiro que nasceria naquele ano.
O final de Dezembro era a época ideal para a maioria das regiões da Europa.  Nessa altura do ano, a maioria dos rebanhos eram mortos para que as pessoas não tivessem que fazer grandes sacrifícios a alimentá-los no Inverno.  Para muitos, era a única época do ano em que podiam contar com carne fresca.  Para além disso, a maioria do vinho e da cerveja feitos durante o ano já tinham fermentado e estavam prontos a ser consumidos.
Na Alemanha, o povo adorava o deus pagão Oden durante uma celebração a meados do Inverno.  Os alemães tinham pavor de Oden por acreditarem que este deus faziam voos nocturnos pelo céu a observar as pessoas, decidindo quem teriam sorte ou azar na vida.  Devido à sua presença, a maioria das pessoas optava por ficar em casa.

Saturnália

Em Roma, onde os invernos não eram tão rigorosos como os da escandinávia, celebrava-se a Saturnália – a festa em honra de Saturno, deus da agricultura. Com início na semana que levava ao solstício de Inverno e com duração de um mês, a Saturnália era uma altura hedonista, onde não faltava a comida e a bebida e onde a ordem romana era desrespeitada. Durante um mês, os escravos era mestres, os camponeses ficavam responsáveis pelo comando da cidade, as escolas e os negócios fechavam para que todos pudessem celebrar. 
Também nesta altura do ano, os romanos celebravam a Juvenalia, uma festa em honra das crianças de Roma, e a 25 de Dezembro era a festa da Mithra, a deus do inconquistável sol.  Para muitos romanos, o nascimento de Mithra, que julgam ter nascido do sol, era o dia mais sagrado do ano.

Nos primeiros anos do cristianismo, a Páscoa era a festa princip