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05-09-2010
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Roubo de Identidade: o crime da idade da informática

Roubo de Identidade: o crime da idade da informática

Até que ponto é que os nossos documentos de identificação estão protegidos? Como funcionam, na realidade, as protecções à privacidade do indivíduo? O que significa «roubar a identidade»?

O roubo de identificação – ou identidade como muitos já a classificaram – já foi considerado o crime da era da informática, atingindo milhares de vítimas todos os anos em todos os países.

Só no Canadá, em 2005, foram registadas 11 231 queixas de roubo de identidade, um crime que causou mais de oito milhões de dólares em prejuízo, tornando este crime no tipo de fraude de crescimento mais rápico no Norte América. Durante o ano de 2007, várias pessoas se queixaram de serem vítimas de todo o tipo de fraude que tinha como objectivo principal roubar os dados pessoais de cada um.  Em Outubro, milhões de pessoas entraram em pânico na Grã-Bretanha quando surgiu a notícia de que um disco com os dados de contas bancárias de praticamente toda a população tinha sido perdido.  No início do ano de 2007, O Canadá viu-se a braços com uma situação parecida, quando surgiu a notícia de que milhões de cartões de crédito estavam em perigo depois piratas da internet terem conseguido obter informação desde os sistemas de computador de várias firmas nacionais.

Histórias como estas já não têm fim. Os peritos aconselham a prevenção como a melhor forma de protecção. No entanto, o roubo de identidade pode acontecer a qualquer um, mesmo àqueles que nos são próximos.  Senão vejamos o caso de Maria (nome fictício), uma portuguesa, agora residente em Toronto, vítima de uma fraude parecida.

O caso de Maria

Um dia tipicamente gélido de Montreal, Maria saiu de casa para ir ao banco. Quando lá chegou e viu que a sua conta estava trinta mil dólares abaixo do que deveria, quase sofreu um ataque.
«Ao princípio, pensei que o funcionário se tinha enganado e me tinha dado um extracto errado, de outra pessoa.», conta-nos ela, optando, no entanto, por não revelar o nome da instituição bancária.  «Mas não! Era a minha conta com trinta mil dólares a menos! Não sabe o que senti. Fui falar com o gerente, o qual me apresentou um documento com a minha assinatura em que levantava aquele montante de dinheiro para investimentos pessoais».  Ainda hoje, Maria tem dificuldade a contar o que considera ser o pior momento da vida dela.  «Quando lhe disse que não tinha feito nada daquilo, o gerente notou que eu estava a ser sincero e disse-me que teria que falar com a polícia. Não sei se fiquei aliviada ou se mais apavorada. O que sei é que o gerente garantiu-me que eu tinha sido vítima de um crime que agora está na moda. Passei um mau bocado. Depois de muito analisarem, as autoridades descobriram que tinha sido eu própria a dar os meus dados aos bandidos, quando um dia me telefonaram a dizer que era do banco e que precisavam de corrigir um erro que tinha havido no sistema.  Eu confiei e dei o número da minha conta, pensando que estava realmente a falar com alguém do banco. Já não me lembro como conseguiram a minha assinatura.»

O caso de Maria não é isolado.  Felizmente para ela, terminou em bem, uma vez que conseguiu recuperar o dinheiro que lhe tinha sido roubado. No entanto, a maioria das pessoas não têm essa sorte.

Os ladrões de dados pessoais cometem fraude e outros crimes ao assumirem a identidade de outra pessoa.  Os dados pessoais, tais como o nome, data de nascimento, morada, cart