Calendário Comunitário
Arquivo de Reportagens
Sida: a epidemia global
Autismo: Fazer sentido num mundo confuso
Orçamentos de crise com reduções de impostos
Fim de um grande concerto: João Aguardela partiu
Michael Ignatieff: o novo Trudeau do Canadá?
Escândalos Sexuais: o verdadeiro norte?
Prémio Nobel
Listeria: a bactéria pesadelo
Geórgia: conflito marca reviravolta
Caso Latimer: homicídio ou morte compassiva?
Mudanças climáticas: génesis de novas doenças
Ano Novo, Vida Nova: resoluções velhas?
À procura do Natal
Roubo de Identidade: o crime da idade da informática

Ano Novo, Vida Nova: resoluções velhas?
O início de cada ano parece trazer consigo uma esperança renovada. Planos para festas de passagem de ano, planos acima do normal e uma lista de resoluções que parecem durar apenas um mês.
Origem das resoluções
As resoluções do Ano Novo datam de 135 a.c., quando Janeiro – cujo nome foi adquirido a partir de Janus, o deus de todos os inícios – substituiu Março como o primeiro mês do calendário romano.
Mais de dois mil anos mais tarde, o povo ainda continua a fazer resoluções e... a não cumpri-las. No tocante a manter promessas de Ano Novo, a prática indica que o ser humano está muito longe de ser perfeito. As pesquisas indicam que as resoluções de fim de ano, ou do início do novo, são que registam mais firmeza, uma vez que representam objectivos pessoais e promessas que todos querem concretizar.
Não obstante a componente pessoal, 22 por cento das pessoas desistem das resoluções uma semana depois, segundo um estudo publicado pelo Jornal de Psicologia Clínica. Ao fim de três meses, metade dos adultos sondados acabam por desistir.
Richard Koestner, investigador da Universidade McGill, especialista em objectivos, resoluções e auto-determinação, diz que é impossível não falhar. “Fracassar em resoluções de fim de ano é a regra, em vez da excepção. Temos um auto-controlo muito limitado porque somos criaturas de hábitos. É muito difícil mudar o nosso comportamento no quotidiano”.
Resoluções que não funcionam
Segundo uma análise publicada no jornal psicológico Inquiry, as pessoas com resoluções de Novo Ano que não funcionam demonstram um ou mais das seguintes características: não têm objectivos muito concretos. Muitos estabelecem resoluções ambíguas e conflituosas, o que faz com que seja difícil manter a concentração na sua resolução. De seguida, esquecem-se de seguir o progresso. Estas pessoas não prestam atenção ao sem comportamento em relação às suas resoluções. E resoluções sem vigilância estão condenadas a falhar.
Outras pessoas também não têm auto-determinação suficiente para continuar a lutar pelas suas resoluções perante os obstáculos e as distracções.
Mesmo que se consiga ir ao encontro destas resoluções, Koestner acredita que ainda há uma possibilidade de vir a falhar, a menos que a resolução tenha sido estabelecida sem influências de outrém.
O roteiro para o sucesso
Uma vez que as resoluções de Ano Novo podem – e na maior parte das vezes acabam por – falhar, muitos consideram-nas uma causa perdida. No entanto, Koestner afirma que as pessoas que tentam ir contra as probabilidades, acabam por se sentir realizadas.
Por isso, seja o que for que quer melhorar em 2008, as boas intenções não chegam para o concretizar, diz David Allen, autor, conferencista e consultor. Assim, o autor do livro “Getting Things Done” (Concretizar os nossos objectivos) deixou alguns conselhos:
1. Mude as rotinas confortáveis
Quando foi a última vez que saiu de casa sem escovar os dentes? Tente agrupar mentalmente a sua resolução com outras coisas básicas que pratica automaticamente, tais como manter a higiene pessoal.
2. Faça um plano d
