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Haiti: Portuguesa já contactou autoridades

A jornalista Mariana Palavra está bem e vai ser retirada para a República Dominicana. Quatro brasileiros da Força de Manutenção de Paz podem ter morrido

O sismo de terça-feira no Haiti terá afectado cerca de três milhões de pessoas, avança a Federação Internacional da Cruz Vermelha, desconhecendo-se o número de vítimas mortais. De acordo com a Agência Reuters, quatro brasileiros da Força de Manutenção de Paz das Nações Unidas no país, morreram na sequência do  abalo que destruiu parcialmente a sede da instituição.

Uma cidadã portuguesa ao serviço das Nações Unidas no Haiti já contactou as autoridades portuguesas e fez saber que está bem. Trata-se da jornalista Mariana Palavra, que trabalha para a rádio da missão da ONU no Haiti, e que vai ser retirada para a República Dominicana, conforme confirmou fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Familiares de outros três cidadãos portugueses, no Haiti ao serviço da União Europeia e ONU, contactaram também a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, para saberem notícias, mas ainda não foi possível contactar aqueles cidadãos. As ligações telefónicas com o Haiti continuam bastante condicionadas.

Entretanto, através de países terceiros, vão chegando notícias vagas do Haiti. Há informações de um diplomata filipino ouvido pelas agências de informação internacionais que dão conta de equipas de socorro a retirarem dos escombros «muitos corpos» e vários sobreviventes.

O secretário de Estado francês para a Cooperação, Alain Joyandet, diz que cerca de 200 pessoas são dadas como desaparecidas sob os escombros de um grande hotel de Port-au-Prince. «Disseram-nos que o hotel Montana desmoronou. Disseram-nos que havia 300 pessoas no interior e que apenas 100 conseguiram escapar, o que nos preocupa muito», declarou.

13.01.2010 


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